UNIDADE CLASSISTA EM APOIO CRÍTICO A LULA CONTRA FLÁVIO BOLSONARO E SEU PROJETO DE PRIVATIZAÇÃO!

A Unidade Classista, corrente sindical do Partido Comunista Brasileiro (PCB), por meio de sua fração nacional de trabalhadoras(es) da categoria bancária, vem a público falar sobre seu apoio crítico ao Lula (PT) para a presidência da República no segundo turno, como forma de se contrapor ao projeto de privatização do Banco do Brasil (BB) presente no programa de governo de Flávio Bolsonaro (PL).
Durante encontro com empresários, a coordenadora do programa econômico de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, incluiu o BB entre as instituições que poderiam ser vendidas. Daniella Marques foi Presidenta da Caixa Econômica Federal e Secretária de Produtividade e Competitividade no governo de Jair Bolsonaro, além de assessora especial do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. Ela chegou a ser cotada a vice de Flávio Bolsonaro, mas não conseguiu o cargo porque seu antigo partido, o Republicanos, decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial. Com isso, ela migrou para o PL, assumiu a coordenação do programa econômico de Flávio e passou a figurar na lista de possíveis ministras de um eventual governo bolsonarista.
Apesar de entendermos que o governo Lula não contempla pontos programáticos para o que a Unidade Classista defende, como a revogação do Arcabouço Fiscal, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Lei das Estatais (13.303/2016) e o fim da autonomia do Banco Central, consideramos que um eventual governo Flávio Bolsonaro será muito pior para os interesses da categoria bancária, em especial frente ao risco iminente de privatização do Banco do Brasil, cuja função social e estatização integral defendemos por completo.
Não podemos esquecer que o atual Performa, programa que rebaixou os salários das(os) funcionárias(os) do Banco do Brasil, foi implementado no governo Jair Bolsonaro, o que indica risco evidente de agravamento dessas condições num governo Flávio Bolsonaro, inclusive, culminando na sua privatização.
Se o Banco do Brasil for privatizado, suas(seus) funcionárias(os) manterão o vínculo empregatício inicial regido pela CLT, mas perderão a estabilidade relativa inerente ao concurso público, ficando sujeitas(os) a reestruturações, cortes e revisões de benefícios:
Fim da Estabilidade e Risco de Demissões:
• As(os) empregadas(os) do BB são celetistas, mas contam com proteção contra imotivadas dispensas em massa devido à natureza estatal.
• Sob o controle privado, a gestão pode demitir livremente para reduzir custos e aumentar a eficiência financeira.
• Planos de Demissão Voluntária (PDV) e cortes de pessoal costumam preceder ou acompanhar a privatização.
Reestruturação de Carreiras e Benefícios
• Planos de cargos, salários e gratificações tradicionais podem ser eliminados ou substituídos por regras de mercado.
• Benefícios históricos e complementações de aposentadoria via Previ ou planos de saúde podem sofrer reduções drásticas ou redimensionamento.
• Cargos com remuneração mais alta tendem a ser alvos de renegociação ou terceirização.
Fim dos Concursos Públicos
• Novas contratações deixam de exigir o tradicional concurso público.
• O regime de contratação passa a seguir o modelo flexível da iniciativa privada.