O SEPE CAMPOS NÃO É FEUDO: PELO DIREITO DAS MINORIAS E FIM DO CORONELISMO

Há muitos anos, a Chapa 2 (ligada ao ArtSind) do SEPE Campos busca manter sua hegemonia no núcleo e o faz da forma mais violenta possível. Nem sempre expusemos essas práticas brutais para a categoria, com o objetivo de preservar a entidade perante os governos e perante os próprios profissionais da educação.
Entretanto, todo copo tem sua borda e uma hora ele transborda.
Nesse período, vimos muitos militantes pararem de atuar em defesa da categoria porque não suportam o clima de assédio, calúnia e tensionamento criado pela Chapa 2 dentro do sindicato.
E nos últimos anos, esses ataques pioraram. A Unidade Classista, que compõe a Chapa 3, tem sido vítima de mentiras, assédios, calúnias e até de crimes previstos no Código Penal.
Fomos acusados de roubo de carro em cidade do outro lado do Estado do Rio de Janeiro; somos vítimas de assédio dentro das escolas, com diretores ligados à Chapa 2 tentando difamar nossas militantes publicamente, até mesmo diante de estudantes; somos alvo de uma campanha difamatória perante os funcionários do SEPE Campos, inclusive com episódios de racismo religioso; negam-nos espaço igualitário nas redes do sindicato, dentre outras práticas nefastas com o objetivo de nos afastar da militância. Casos que as próprias testemunhas nos relatam em tom de desaprovação, dispondo-se a denunciar.
Quando contrariados, gritam e saem de reuniões para não terem que encarar seu peleguismo perante os governos, com os quais, em geral, estabelecem uma relação subserviente, e não de cobrança, como deve ser a postura do sindicato.
Não satisfeitos, usam mentiras sobre suposta falta de informações acerca das atividades desenvolvidas pela Chapa 3 no SEPE Campos para justificar a tentativa explícita de patrulhamento do atendimento da Chapa 3 à categoria. Essa prática é inusitada na luta sindical e inaceitável sob qualquer hipótese.
Está decidido: o que ocorre há cerca de 20 anos não vai mais acontecer.
Temos documentos e depoimentos assinados por testemunhas, áudios e prints de conversas. Documentação suficiente, e ainda em construção, para uma robusta denúncia ao Conselho de Ética deste sindicato, que deve se instalar no fim de julho. E tudo mais que for dito, escrito ou realizado debaixo dos panos irá
direto para este relatório.
0 SEPE é um sindicato proporcional, ou seja, composto por todas as chapas de acordo com a proporcionalidade dos votos na eleição, e não existe diretor maior do que outro dentro da direção colegiada. Acabou a era do coronelismo no SEPE Campos, em
que alguém acha que pode mandar nos outros. Qualquer assédio, calúnia ou outra prática intimidadora terá resposta direta e terminará no Conselho de Ética.
Queremos construir um sindicato plural, capaz de chegar a todos os municípios representados pelo núcleo, estando sempre na posição de cobrança aos governos. É esse o sindicato em que acreditamos e é esse o sindicato que construímos. O SEPE é da base, não da direção!
Unidade Classista – Campos dos Goytacazes – RJ




