O SINDICATO NÃO PODE AGIR COMO OS PATRÕES

Na última sexta-feira, 04/01/18, o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro demitiu dezessete funcionários, sob a alegação de estar enfrentando uma crise financeira oriunda da redução do número de associados e do fim do imposto sindical. A decisão de demitir foi tomada pelo setor majoritário da diretoria (CUT), ignorando a posição contrária manifestada por outras correntes que fazem parte da direção.

A diminuição das receitas do Sindicato não ocorreu de uma hora para outra, a redução dos sindicalizados vem ocorrendo já há alguns anos. O fim do imposto sindical é uma ameaça antiga que agora se concretizou, mas foi compensado pela aprovação da taxa negocial no acordo coletivo da categoria.

Diante desse quadro, nós da corrente sindical Unidade Classista, como parte integrante da diretoria, temos defendido medidas alternativas de corte nos gastos, como redução e revisão dos contratos de prestação de serviços terceirizados, corte dos cargos de assessoria política, redução do repasse financeiro para central sindical, além de rígido controle de todas as demais despesas. Todas essas medidas são factíveis e poderiam evitar as demissões.

É inaceitável que justamente quando mais precisamos de um Sindicato forte e atuante para enfrentar essa conjuntura de ataques aos direitos dos trabalhadores e do perigo iminente de privatização dos bancos públicos, o nosso Sindicato aplique a mesma política do empresariado, ou seja, jogar nas costas dos seus trabalhadores o peso da crise. Além de enfraquecer a nossa entidade, esse tipo de atitude só fortalece a argumentação dos banqueiros.

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro tem uma história de lutas em defesa da categoria e dos interesses gerais dos trabalhadores que precisa ser mantida. Não podemos assistir passivamente essa política de desmantelamento do nosso órgão de classe. Conclamamos todos os bancários a estarem solidários com os funcionários e a exigirem a revisão dessas demissões.

UNIDADE CLASSISTA – BANCÁRIOS RJ

O SINDICATO NÃO PODE AGIR COMO OS PATRÕES