Uruguai em greve geral por 24 horas

Montevidéu, 22 ago (Prensa Latina)

Os trabalhadores uruguaios do setor público e privado exigiram, no dia 22/08, durante a greve geral de 24 horas, mais orçamento para saúde e moradia, mais salário, maior e melhor distribuição da riqueza e condições de trabalho melhores.

A medida de força, convocada pela Central Única de Trabalhadores de PIT-CNT, se realizou com a palavra de ordem “Se os trabalhadores estão indo bem, o povo vai bem”, pelo que se fez um chamado à população em geral a se somar à jornada.

Como parte da iniciativa, a grande maioria das organizações sindicais acordaram em paralisar suas atividades em todo o país e nos departamentos houve concentrações e leituras de manifestos.

Desde a noite anterior à greve geral, ficaram interrompidos os serviços de transporte de ônibus urbano, metrô urbano e interdepartamental, além dos táxis Suatt.

A greve inclui todo o ensino público e privado, os serviços da Administração Central e órgãos do Estado, ferroviários, pesca, saúde privada, construção, companhia de gás, gráficos, entre outros.

A greve acontece no contexto de discussão dos Conselhos de Salários, caracterizados por grande conflito em alguns setores, e o debate e aprovação no Parlamento do projeto de lei de prestação de contas (orçamento) para os próximos dois anos.

Este último recebeu já meia sanção na Câmara de Deputados e passou à discussão no Senado.

Em sua plataforma reivindicativa, os trabalhadores filiados ao PIT-CNT, mais de 400 mil, exigem seis por cento do Produto Interno Bruto para a educação e um por cento para a pesquisa.

Pedem, assim mesmo, que continue avançando a reforma da saúde e que sejam exonerados os pagamentos de ordens e tickets; incorporados nos convênios coletivos o Sistema de Cuidados e cláusulas de proteção de gênero.

Também exigem defender as empresas públicas com mais investimento e como motor do desenvolvimento industrial e do trabalho; e por um plano de moradias que atenda as necessidades dos trabalhadores e do povo.

Do mesmo modo, estão contra o pedido da Câmara de Indústria de flexibilizar o horário e eliminação das horas extras; reduzir a jornada de trabalho; priorizar a indústria manufatureira e da alimentação; e a rápida aprovação da lei sobre deficiência no trabalho e do Fundo de Insolvência Patronal. A Central exige um salário mínimo nacional de 16 mil pesos, cerca de 516 dólares no câmbio atual, priorizando os salários inferiores a 20 mil pesos (645 dólares).

Recusam, ademais, a proposta da Associação e Federação Rural de não aumentar os salários dos trabalhadores desse setor para 2018 e 2019.

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