Primeiro de maio de 2018: Com internacionalismo e solidariedade!

17 abr 2018

A Federação Sindical Mundial (FSM), em nome de seus mais de 92 milhões de filiados em todo o mundo, saúda este dia a todos os trabalhadores que vivem, trabalham e lutam em todos os cantos do mundo. O Primeiro de Maio foi, é e será um guia para as lutas de ontem e de amanhã. O primeiro de maio deve ser uma mensagem de resistência contra a burguesia, os imperialistas e as políticas de suas alianças internacionais.

Ao mesmo tempo, o sangue dos trabalhadores que foi derramado em Chicago em 1886 nos lembra de nosso dever hoje; nos lembra que nada é dado de graça; todo direito ou liberdade que foi conquistado por nossa classe foi conquistado através de sacrifícios, confrontações e lutas organizadas.

Hoje, embora a tecnologia e o progresso científico tenham contribuído para o aumento da riqueza social produzida, as condições de vida de nossa classe estão se deteriorando. Em todos os países capitalistas, os patrões atacam nossas conquistas classistas: Estão destruindo salários, pensões e seguridade social; estão privatizando tudo, não hesitam em atacar até o direito sagrado de greve! A greve é a arma mais poderosa que temos em nossas mãos e não permitiremos que ninguém a limite ou a transforme em letra morta!

Ao mesmo tempo, eles estão preparando e realizando intensas guerras regionais. Abrem o caminho para novos massacres que maximizarão seus lucros, para novas intervenções imperialistas que destroem nações, derramam o sangue dos povos e roubam seus recursos naturais. A atual intervenção imperialista na Líbia e na Síria, a crescente ingerência contra a Venezuela, a decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, o massacre da Arábia Saudita contra o Iêmen, a tensão na península coreana, todos são indícios de que as multinacionais “cheiraram” novas áreas de lucratividade; e cada vez isso acontece através dos cadáveres dos trabalhadores.

Sob as condições atuais da profunda crise econômica do capitalismo e a intensa competição entre vários centros imperialistas para controlar novos mercados, nossas armas mais poderosas são o INTERNACIONALISMO e a SOLIDARIEDADE. Nenhum trabalhador deve se sentir sozinho. Todos juntos, devemos avançar com a Solidariedade e o Internacionalismo, construindo a unidade da classe operária para implementar o lema de Karl Marx: “Proletários de todos os países, uni-vos!”.

Neste contexto e neste aniversário, a FSM manifesta sua solidariedade com os nossos irmãos perseguidos, os imigrantes e refugiados que, devido às balas dos imperialistas ou à pobreza e miséria geradas por este sistema, são forçados a deixar sua pátria. A FSM ficará firmemente do seu lado, lutando por um mundo sem exploração e refugiados. Os imigrantes devem tornar-se parte integrante dos sindicatos, unir-se aos trabalhadores locais e lutar juntos por salários, direitos, contra guerras e intervenções.

Adicionamos nossa voz à do heróico povo palestino para ele obter sua pátria independente e democrática.

Além disso, estamos do lado da mulher trabalhadora que luta; a mesma que sofre uma dupla exploração. Durante o recente Congresso Mundial de Mulheres Trabalhadoras no Panamá, mulheres filiadas à FSM declararam alto e claro que querem direitos iguais no trabalho, na sociedade e na vida. A FSM luta e continuará lutando por essa igualdade. É a mesma orientação que seguimos para os jovens, uma vez que a nova geração de trabalhadores tem a tarefa de honrar as melhores tradições de combate do Dia de Maio.

Este ano, a FSM, dando a mão a quem se levanta, anunciou o ano da educação e formação sindical. Nosso objetivo é que as novas gerações de trabalhadores sejam insubordinadas, militantes, inimigas da conciliação e colaboração de classes. Honramos o ano da formação sindical e pedimos a cada sindicato que contribua com a verdade militante, revelando o verdadeiro significado do Primeiro de Maio e os sacrifícios que a classe trabalhadora fez por ele. Ao resgatar o passado, que é a própria memória do nosso movimento, deixamos um legado para as lutas de amanhã e também temos uma ferramenta para o futuro. É preciso conhecer a história do nosso movimento.

A FSM avança, fortalece e cresce: e é isso que faz nascer o medo em nossos oponentes. Não há outra maneira senão fazer a FSM presente em todos os lugares, em todos os cantos do mundo, para que não haja mais trabalhadores famintos, demitidos, perseguidos ou presos. A FSM deve ser uma “trincheira” de luta por um futuro sem exploração do homem pelo homem. Desse modo, passará a ser uma realidade a visão do primeiro Secretário Geral da FSM, Luis Saillant, apresentada em 1945: “A FSM para os trabalhadores de todo o mundo!”

VIVA O PRIMEIRO DE MAIO!

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Primeiro de maio de 2018: Com internacionalismo e solidariedade!