É hora de avançar na luta pelos direitos da classe trabalhadora!

Foto: Antônio Terra

Desde que Temer ascendeu à presidência, através das mais espúrias manobras, reafirmamos se tratar de troca de comando para implementar de forma mais ágil e incisiva os projetos da burguesia de retirada de direitos. A maior ofensiva capitalista nesse sentido desde o golpe empresarial militar de 1964.

A greve geral do dia 28 de abril de 2017 foi decisiva para a contraofensiva dos trabalhadores. Uma das maiores greve gerais da história do país. Um bom ensaio geral para as jornadas de lutas que virão.

A greve geral foi vitoriosa, principalmente por ter cumprido um importante papel pedagógico, que é a demonstração do potencial da luta e organização dos trabalhadores, esquecido nos anos do pacto social petista.

No entanto, um dia de paralisação não é suficiente para acuar esse governo que está disposto a tudo para aprovar seus “pacotes de maldades”. A luta deve continuar!

Há uma dúvida crescente sobre o futuro das mobilizações. O que fazer? A Unidade Classista defende que devemos dialogar com todos os setores combativos e forças políticas classistas dos trabalhadores para a construção do Encontro Nacional da Classe Trabalhadora (ENCLAT), no intuito de construir um fórum permanente de mobilizações e dar um salto qualitativo na organização das lutas, que crescem cada vez mais.

Temos feito todos os esforços possíveis para concretizar a unidade de ação expressa no Fórum das Centrais, compreendendo se tratar de uma tática necessária aos interesses da nossa classe, ou seja, neste momento, derrotar as reformas do governo Temer. Contudo, ao mesmo tempo, não escamoteamos nossas divergências nem nos furtamos de apontar as contradições presentes nesta frente única.

Temos a tarefa fundamental de não deixar os ânimos esfriarem. As mobilizações devem permanecer nos locais de estudo, moradia e de trabalho, independente dos rumos adotados nas reuniões das centrais sindicais e frentes populares. Devemos nos esforçar para construir de forma unitária e ampla Comitês Populares Contra as Reformas, realizando ações de agitação e propaganda as mais diversas e criativas possíveis, desde colagens de cartazes, panfletagens, mini-comícios, atividades de formação política, teatro de rua, dentre outros eventos culturais, atos públicos etc.

Participaremos das mobilizações para ocupar Brasília, mas não temos ilusões com a colaboração de classes. Direitos não se negociam! Exigimos a anulação das leis que promovem a terceirização e arquivamento definitivo das reformas trabalhista e da previdência. Tais objetivos não serão alcançados com negociações pelo alto. Só poderão ser atingidos intensificando o enfrentamento capaz de impor uma derrota aos capitalistas e ao governo que lhes serve.

Portanto, reiteramos a proposta de mais uma greve geral, dessa vez de 48h. Além da construção de grandes atos de rua, a paralisação do setor produtivo é fundamental para avançar na luta, acuar e derrubar o governo ilegítimo e golpista de Michel Temer. A luta está só começando!

Nenhum direito a menos!

Contra as reformas trabalhista e da previdência!

Fora Temer!

Por um Encontro Nacional da Classe Trabalhadora.

Unir as lutas para emancipar a classe!

 

É hora de avançar na luta pelos direitos da classe trabalhadora!