NOTICIAS DO MUNDO DO TRABALHO

O estivador Joanilson Pinto Castelo Branco foi preso nesta terça-feira (03), quando se negou a executar seu trabalho de empilhadeirista, no Portocel, no município de Aracruz (ES). Pelo Acordo Coletivo do Trabalho (ACT), empilhadeiras só podem ser manuseadas com a presença de dois operadores. Na ocasião, só havia ele. Diante disso, o funcionário pediu para o supervisor liberá-lo do trabalho. Além de ter o pedido negado, o supervisor chamou a Polícia Militar (PM) que prendeu o trabalhador. O Portocel é administrado pela empresa Fíbria – nome atual da antiga Aracruz Celulose.

Após o fato, o Sindicato dos Estivadores e dos Trabalhadores em Estiva de Minérios do Estado do Espírito Santo divulgou nota onde diz que a “Fíbria tem histórico de truculência com os movimentos sociais no estado e que as arbitrariedades praticadas pela empresa remetem a momentos históricos da escravatura e ditadura” do país.

Para Cícero Benedito Gonzaga, presidente do Sindicato, o fato é inaceitável. Ele pretende levar o caso para a justiça do trabalho.

“Vamos entrar com uma ação interpelando a empresa. O trabalhador individualmente também vai pleitear os seus direitos, pois passou uma humilhação tremenda. Fora o assédio moral que ele está sofrendo, pois não é a primeira vez que isso ocorre com ele. O pior é a autoridade pública, que é a Polícia, receber ordem de empresa privada. Somos contrários a isso também e vamos fazer uma denúncia. Inclusive a área que foi ocupada pela PM é alfandegária que só pode entrar lá a Polícia Federal.”

O trabalhador ficou detido durante toda a madrugada. De acordo com a Portocel, a culpa pela prisão do estivador foi da PM. Porém, no Boletim de Ocorrência (BO), consta que “foi feito o uso de algema no abordado por seu supervisor alegar ser o estivador pessoa perigosa”.

De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.

05/08/10

Trabalhador da Vale morre em dia de folga

O Trabalhador Gilson Quaresma de Souza, 40, morreu após ser atingido por uma barra de ferro, quando realizava manutenção de uma máquina no pátio da Usina III, em Tubarão (ES). O acidente aconteceu na tarde do último domingo. A usina, com aproximadamente 3 mil funcionários, pertence à mineradora Vale. O trabalhador, contratado há três meses pela companhia, não estava em sua jornada comum de trabalho. Foi convocado para trabalhar em seu dia de folga.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Ferroviários do Espírito Santo e Minas Gerais (Sindfer), Joel Pereira Gomes, cerca de 75% dos trabalhadores da usina são novatos. Ele afirma que a Vale não tem uma política de prevenção para evitar acidente de trabalho com os novos contratados. Ele ainda reforça que os trabalhadores estão com excesso de trabalho.

“A Vale precisa melhorar muito. Precisa investir em segurança e treinamento. Precisa massificar esse trabalho que não é bem feito. O funcionário não estava em horário de turno, ele estava fazendo hora extra. No domingo ele foi convocado para trabalhar, isso quase sempre é feito de forma ilegal. Aqui na Vale esse excesso de trabalho é rotina.”

Ainda segundo Joel, o acidente pode estar relacionado ao cansaço do trabalhador, fato que gera desatenção na hora do serviço. O sindicato está acompanhando o caso e cobra explicações da Vale.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 5 mil trabalhadores morrem diariamente em todo o mundo, devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho. A média mundial de acidentes de trabalho é de 270 milhões de ocorrências por ano. Os últimos dados do INSS mostraram que em 2008, ocorreram no Brasil 774 mil acidentes no trabalho, sendo que 3 mil trabalhadores morreram.

De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.

http://ujcminasgerais.blogspot.com/2010/08/noticias-do-mundo-do-trabalho.html

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